"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares... é o tempo da travessia, e se não ousarmos fazê-la teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos". (Fernando Pessoa)
sexta-feira, fevereiro 20
Hoje morro aos pedaços...
Estou triste.
Hoje não há eufemismos para o sofrimento,
não há ilusões, nem magia com as palavras,
hoje as palavras são cruas, vestem vermelho de sangue.
Hoje não me disfarço de poeta que finge a dor de Pessoa,
hoje sou mesmo ninguém e choro.
Choro de impotência.
Choro de fraqueza,
de sensibilidade, porque queria poder ser frio.
Hoje despi o optimismo e fiz-me humano.
Hoje feriram-me a vida,
arrancaram-me um pedaço do peito e ofereci a alma inteira.
Hoje grito luto em processo,
parece que não termina, ecoa no meu respirar.
Sou EU, falo de mim, DÓI-ME....
Não finjo, não escrevo por escrever,
dor rima com sofrimento tal como descrito,
não sou ficção, sou realidade a desvanecer...
Não quero dizer mais...
quinta-feira, fevereiro 19
Sei onde encontrar-te.
Ficaste na regularidade do tempo,
vi-te ontem na elasticidade da mente,
tinhas o passado em frente dos passos.
Sei como ter-te,
transformo-te em presente.
Tenho o dom da manipulação,
não resistas.
Ignora o mundo inteiro e a dor nos olhos,
faz-te existência no meu corpo,
abraça-me em inconsciência.
Desfaz-te dessas defesas inúteis,
oferece à ânsia toda a tua vontade.
Faz-me tremer no peito o rascunho de um poema,
o teu toque.
Não me importo que termines os versos mais tarde.
Apenas avisa-me com antecedência...
Estas palavras que digo, que escrevo,
palavras que solto, que desprendo, que condeno,
palavras que sonho, que vivo, que ignoro,
estas palavras, só palavras sem característica, que vivem e são independentes,
estas palavras que são pedaços,
pedaços de tudo e ás vezes também de nada,
palavras que me preenchem ou são só metade de mim,
quando não quero que sejam eu inteiro e as castigo,
EU sou elas despido, e elas eu ao mesmo tempo,
juntos somos nus de alma, nus de forma, aldrabados de conteúdo.
Por vezes sou sem nexo se não sou sempre,
mas quando sou sempre foi porque o nexo ganhou vida e fugiu,
eu não vou atrás, quero lá saber dele que se foi porque quis.
Quando tenho que procurar sei que está escondido em mim,
se quiser vir palavras que se transforme e eu não terei acção.
Ficarei anónimo que também é bom,
desconhecido, poderia ser sinónimo de livre se bem entendo
ou então de confuso que diz que é interessante do mesmo modo.
Até gosto quando me visto assim de palavras,
importante claro é despir-me de sentido, ou então dos sentidos todos.
Palavras de ilusão, inverdade em forma de palavras,
seria mais fácil dizer mentira mas não apeteceu,
agora não apetece simplicidade porque traz tédio, talvez mais logo,
no segundo antes do sol se ir (seria correcto dizer se por?)
ou então a lua se vir, que parece mal, não?
palavras dependem da mente.. que decidiste?
Se me adulteras palavras deixo de ser, achas que passo a ser tu?
ou passo a inexistir e a ser ninguém?
Palavras avariadas estas, tenho esperança que sim,
caso contrário irei denominá-las palavras desperdiçadas,
ou maltratadas, unidas pelo acaso rumo a devaneio qualquer, anunciado...
Deviam prender-me sem palavras, sou culpado, não tenho dúvidas…
quarta-feira, fevereiro 4
Aproveita o dia,
Não deixes que termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones tua ânsia de fazer de tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias sim podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Nos derruba, nos lastima, nos ensina, nos converte em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, se pode fazer poesia bela, sobre as pequenas coisas.
Não atraiçoes tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida em um inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.
Procures vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprendes com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.
Não permitas que a vida se passe sem teres vivido...
sexta-feira, janeiro 23
Acredito que a vida tem os seus momentos únicos, inigualáveis.
Penso, contudo, que todos os momentos são importantes.
Acredito que os sentimentos nos chegam como as estações do ano, todos tem o seu tempo e diferentes intensidades.
Acredito que todos temos os nossos negros e os nossos frios e que nos são tão indispensáveis como o quente e o vermelho.
Acredito em pedaços de felicidade suspensos, pendentes de nós.
Acredito que viver é uma questão de atitude.
Acredito que o positivismo e o optimismo poderiam ser a principal oração de todas as religiões. O pessimismo e o negativismo não trazem vantagens nenhumas, dou primazia ao pragmatismo.
Acredito que perseverar na procura é já encontrar, entendo que o benefício está no processo, encontrar é a cereja no topo do bolo.
Acredito no uso do livre-arbítrio, no uso da liberdade e na sinceridade como exigência.
Acredito que errar é crescer forçadamente, isso já acontece com o corpo, é a forma da mente o acompanhar.
Venero quem se acompanha da sensibilidade quando vai para o meio do mundo, ir sozinho é um risco desnecessário.
Sou a favor da realidade mas não me inibo de sonhar, acordado, e gerir assim a caixa de velocidades que lhe confere dinamismo.
Gosto de ter sensações… Gosto de saber que existe vento porque o sinto, de dançar no meio da rua porque o meu corpo tem ritmo, de respirar o mar pelo nariz e inalar a sua imensidão porque sim…
Acredito que ser parvo é uma característica interessante, evita o afogamento no que a vida tem de sério.
Gosto de beijar para saborear o doce.
Gosto de abraçar porque o meu corpo tem necessidade do toque e porque tremer de intensidade não tem preço.
Tenho a cor do sol no peito e a lua presa nos olhos por isso não existem cantos escuros onde não me apeteça.
Sou grande e forte nas paredes da alma porque me alimento de tranquilidade.
Não posso ser definido.
terça-feira, janeiro 20
strong>VOU APAGAR A LUZ E FECHAR O MUNDO
Chega mais perto, aconchega-te no meu abraço.
Encaixa-te nos meus sentires, tu conheces o caminho.
Segue na extensão do teu corpo, estou à porta do desejo,
a olhar para ti...
Linda e resplandescente.
Fica perto, faz frio lá fora,
não me interessa o mundo inteiro, o calor da tua pele chega-me.
Olha-me nos olhos. Sentes?
É o efeito que produzes em mim.
Aqui é sempre quente, aqui tudo é claro.
Tás acesa em mim, escureces o resto.
Fora de ti só há mesmo o resto, e é escuro, e tem sombras.
Eu quero-te.
Sorri para mim, despe-me.
Não tenho inquietações, já derretemos todo o gelo.
Anseio pelo teu beijo. Como caracterizá-lo?
É doce. É suave. É tranquilo e inspira-me.
É o silêncio assumindo o êxtase da sua metamorfose.
Cala-me nos teus lábios, as palavras estão em excesso.
Onde te escondes em mim?
Em que centímetro de pele?
Em que pedaço de sonho?
Em que rasgo de tempo?
Sinto-te agora, presente nos traços que me desenham o corpo.
Tenho a alma resignada à condição de tela,
escrava do teu interesse...
Sou dependência em forma de arte nas tuas mãos....
Amor,
faz-te carne e alimenta-me.
Torna-te líquida nas minhas veias,
realiza-te rimo no meu respirar,
existe na intensidade do meu olhar,
substitui o desejo na minha voz...
Toca-me...
segunda-feira, janeiro 19
O CANSAÇO DE TODAS AS HIPÓTESES
Gostaria de poder escrever mais frequentemente, expelir palavras pelos poros sem cessar, não por ser uma questão de necessidade, suporto tranquilamente a ausência de sol porque a noite não me inquieta, acontece que me bate no peito o "cansaço de todas as hipóteses" e por isso amordaço as opções para não ter de agir. Sim porque há um segundo em que a vida me cansa de a ter agredido. Então paro...
sábado, janeiro 17
Quero que fiques.Melhor, não queria que fosses.
Será correcto dizer,não queria que tivesses ido?
Essa não é a questão essencial,
aliás, se "o essencial é invisível aos olhos", o essencial és tu.
Fazes parte do ter ido dos olhos e ter ficado no pensamento ,
por isso doem-me os olhos,
dessa cegueira da tua ausência.
Chegas-me incontornavelmente, diariamente,
vestida de noite,de escuro, de breu,
acendes-me na memória como estrela brilhante, a polar,
no alto desse abismo que sou por não estar em ti.
Na realidade se pensas estar longe enganas-te.
Tenho-te presa numa tatuagem debaixo da pele,
aqui ninguém te vê mas dóis-me e sangras-me na consciência
com uma lucidez feroz que me contorna a alma inteira.
Apetece-me sempre violar a tua existência,
contudo tenho tendência a relativizá-la,
é o melhor para ti,
coloco-a por detrás das costas e torno-a enigma
protegida pelos ombros largos.
Deixaste rasto nos beijos suspensos,
nos puzzles que toques faltam para completar.
No fazer amor que ficou incompleto porque teu corpo falta-me,
parece que me vesti de inverno mas tu é que és o frio.
Sei onde estás mas é injusto já pensar-te,
seria monstruoso alcançar-te...subir aí em cima,
no cume da loucura, seria excesso de egoísmo
por dar corpo a uma queda já iminente.
Estou a despir-me à tua frente
para me baptizar de crença,de joelhos no chão,
fere-me a sinceridade, a confissão é acto imperativo.. eu confesso...
Se estas palavras tivessem rumo,
se pudessem perder-se no norte da saudade,
onde a ilha se esconde, iluminada pelo farol, que sei ser sempre constante,
esse optimismo
que não se apaga,eu não ambicionaria mais nada,
apenas a realidade, tranquilidade apenas...
Nada de sonhos em noites de lua cheia,
nada de ilusões líquidas em veias danificadas de vício...
Nada de loucura a afogar-se em intensidade,
A falta congela-se...É triste...
Estas palavras não são minhas,
eu é que as pertenço,
eu sou as palavras e
quando te ausentas s
ou ainda menos que isso..
mas quando vens deixo de ser...
és tu por mim.
Queria que fosse fácil,
aliás tudo é fácil,
eu é que sou díficil...
Adapto-me bem às palavras,
é um mundo que me tem à parte,
onde as perspectivas dependem do ângulo da imaginação.
Num rasgo de espontaneidade,
abraço o sol inteiro sem ter de dividir-lhe os raios,
caminho sobre os 7 mares sem ter de anestesiar
ondas revoltadas.
Observo o outro lado do kilimanjaro
sem abrir túneis pra escurecer a cegueira.
Agarro nas mãos o tempo,
configuro-lhe da infinitude que achar conveniente.
Faço-me kilómetro que veste o vento,
absorvo o espaço na minha pele.
Espontaneidade,
vontade imediata de dar ritmo ao inexistente...
Eu, quase frustrado,
numa tentativa desesperada de acorrentar em mim inspiração.
Eu, disfarçado de Carnaval,
de impotência insana,
Hoje é dia interior de sentir,é dia de beber de penalty emoções recalcadas,é dia de embriagar o coração com sentimentos líquidos. É tempo de soltar lágrimas pelos olhos da alma, de ter segundos para lamentar o passado ausente. Hoje a liberdade é respirar lembranças compulsivamente, é derreter a frieza no olhar quente do revivalismo. Abraçar o momento em que tudo parecia ser possível e desprender nele o presente activo. Hoje a voz grita sonhos adormecidos e a pele despe as feridas semi-abertas, meio cicatrizadas. Hoje sou todo arrepios de sensibilidade..
Porque me apetece...
COM O ESCURO PRESO NA VOZEstendo a minha alma pelo chão,
faço do corpo inteiro pensamento.
Visto frio e disfarço-me de inverno
num carnaval fora de época.
Petrifico o movimento,
faço da inércia liquidez a enfervescer e, do tempo,
roubo a infinitude.
Escrevo palavras claramente estúpidas,
estupidamente armadas de incoerencia.
Garanto que não as percebam.
Faço a noite circular-me no sangue,
o escuro a sair-me pela voz,
grito intensidade pelos poros,
depois... espero...

É agora, neste segundo a passar...
Violo de luz o negro a que chamas adormecer.
Sou o sonho que a tua ilusão inconsciente quis acender.
Abraço o nú do teu corpo desprotegido,
desenho nele pedaços de perfeição,
concretizo a irrealidade dela existir.
Desfaço o desejo em beijos na curva dos teus seios,
lábios a deslizar em modo automático a ignorar
as regras do pudor.
É agora, segundo efémero que perdura,
o tempo tem a velocidade que lhe atribuir.
Tenho a ponta dos dedos a ordenar um tremor de prazer
na tua pele,
podia também ser explosão
se fizesse da palma da mão rastilho e do meu olhar,
fósforo de intensidade.
É agora, um segundo paralisado na minha vontade,
é transparente a cor da ânsia.
Emana da tua pele magnetismo húmido e pinga em mim
em forma de transpiração...
Teu sexo é oceano de loucura, e eu,sou louco,
a querer suicidar-me por afogamento...
Estou adormecido no tempo que se apagou,
o sonho és tu.
Quero-te realidade...
quarta-feira, junho 11
Rendo-me...
Acendo a escuridão no mundo por o teu olhar se acender em mim..
Visto-me rasto de uma estrela cadente,
sombra dessa madrugada que te envolve...
Sou pedaço de sonho,
pedaço que teu abraço pode colar através desses gritos sufocados, amordaçados pela minha verde esperança....
Terei voz na intensidade desse teu olhar penetrante, que me rasga a alma para poderes entrar...
Abres em mim a janela de um céu optimista onde nossas almas se enroscam como quente e fogo, céu e luar, cor e arco-íris...
Abraça-me bem...
Toco-te com o olhar intenso para gelar a acção despida de um abraço a fugir de mim..
Silencio o beijo pendente de ti amordaçando os lábios com a manutenção da distância...
Quero-te para aclarar a noite mas ofusco das estrelas o brilho..
Estou aqui e carrego o meu corpo..prendo-o no petrificar do movimento mas não me iludo..
O meu querer-te é apenas mudo... mas pode ser lido, está escrito..
Abraça-me bem...
quarta-feira, junho 4
Estendo os meus braços no chão em forma de abraço,
sei que a tua alma me vai pisar por me colocar a jeito....
Queria proteger os meus sonhos,pintados de luz,
sinto que os queres emoldurar com as cores das sombras,
Queria munir-lhes de segurança,
do escudo que impede que lhes atinjam as balas de uma realidade perdida...
Contudo,
Desvanecem-me os sentidos na acção de tentar,
caem por terra os pilares que sustentam a lógica de resistir na ausência da crença,
a vida persiste no acontecer, o vento renasce das cinzas e sopra a arder na pele a realidade.
Fogem-me os vestígios de ideias apenas por fraqueza,
Rendo-me...
Entrelaço a minha alma na tua, no azul que lhe pinta a imensidão,
acaricio o horizonte do optimismo incessante que emana da tua pele,
beijo a húmida tranquilidade que ondula na suavidade dos teus lábios...
Ajoelho-me perante o mundo a olhar,
Solta-se de mim um pedaço de esperança sem rumo,
desenha-se o rascunho de um farol aceso numa ilha sem norte...
Não soprasses a tua presença na minha pele com teu simples existir.
Certamente, estaria a salvo e não saberia eu a cor da tua ausência....
Descubri aqui e agora,
teu sorriso é o local onde quero estar,
é aqui que a tua natureza me entranha na pele,
é onde os sentires me adoçam os segundos,
onde o tempo se torna etéreo,
vai acontecendo, não passa.
É aqui que preconizo parar o mundo,
nesse instante,
associado à intensidade desse olhar,
essa esperança,
este lugar, aqui e agora,
onde se liberta de mim este querer, e te toca,
te abraça...
te abraço...
terça-feira, março 18
Estranhamente estranho me sinto hoje, como se eu fosse estranhamente estranho sempre, isto é, todos os dias. Não me sinto com estranhas intenções, o que é estranho por si só, isolado de tudo o que é resto. Se assim estou, estranhas seriam ou deveriam ser também as minhas intenções que, contudo, são nenhumas.
Explicar esta estranha sensação parte de mim e até mim chega, parece que estou fora do mundo, das pessoas e parece-me estranho que assim seja. É como se eu estivesse numa parte do mundo onde estranhamente as pessoas não me pertencessem ou então eu não as pertencesse porque me consideram estranho e tal facto também não é de estranhar porque assim estranhas também as considero.
Observo as pessoas a andar pela rua, algumas estranhamente arrastam-se, sem andar propriamente, outras apressam-se e também é como se não andassem e é estranho para mim que não dêem passos, que os saltem e não se apercebam.
É estranho também quando observo os seus olhares, onde não me incluo, e é estranho que não me observem ou que não me sinta observado já que eu não me canso de os observar, cansa-me sim a estranheza com que os observo porque não me sai dos olhos e por isso cega-me o pensamento.
Estranho pensamento sobre as pessoas, sobre mim que também sou pessoa, embora evite muitas vezes, e a estranheza que observo sem querer ser estranho...
segunda-feira, março 17
Passa-me o tempo pelo corpo, sempre pelo corpo, por ele tudo passa, muito permanece.Guardo nele (em mim) todos os abraços, os toques de suavidade que a vida me vai oferecendo, também as pancadas violentas, que a mesma vida me obrigou a receber. Tenho na pele, como se fossem memórias que me acompanham, as tatuagens em forma de beijos que me adoçaram os sentires e arrepia-me na pele também aquelas cicatrizes, que foram feridas, mas nem todas estão camufladas.
