Alguém me elucide se isto é ironia.
Quis amordaçar palavras e consegui. Tarefa bem sucedida. Vivi de alma amordaçada, de coração silenciado de olhar sem expressão e escondi-me no tempo.
Agora busco-as em mim, em cada centímetro, dentro e fora, as palavras e a sensibilidade e... nada. Vazio.
Se escrevo é com esforço, se sinto, é por arrasto, se vivo é por mera questão de sobrevivência. Pelo menos agora, neste instante que é o que me possui... É por aqui que vou ficar preso por agora.
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Engraçado:Conversa por sms da amiga loira Lígia com outra pessoa: Ela diz; Como estás? Já sei, tranquilo :-), mas se precisares de falar tás à vontade. Outra pessoa responde; Lol, tranquilamente com uma dor sem voz e com gritos sem rosto... Com dor a contornar o sorriso cheio de cores... :-)
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Eu Flávio, o que eu gostava era de ser como Pessoa e beber absinto sentado na esplanada do Rossio enquanto fumava ópio em grande quantidade, ter a loucura como fundo e ter momentos em que me pudesse esquecer do universo. Porquê? Porque "o Universo não é uma ideia minha. A minha ideia do Universo é que é uma ideia minha, a noite não anoitece pelos meus olhos, a minha ideia da noite é que anoitece por meus olhos. Fora de eu pensar e de haver quaisquer pensamentos, a noite anoitece concretamente e o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso." - (Fernando Pessoa)






